Pirateando livros e ferrando o Brasil

piratas

Escrever um livro mudou profundamente a visão que eu tinha a respeito da pirataria e após longas conversas com amigos e Nanna chegamos a conclusões bastante interessantes.

Como é escrever um livro

Minha experiência pessoal possivelmente é similar à de diversos autores. Foi um trabalho hercúleo no primeiro e está sendo ainda maior no segundo (e terceiro). Pra começar faço a melhor pesquisa bibliográfica que conseguir (e acreditem, sou muito bom nisto (é um dos usos práticos do curso de Filosofia)). A leitura mínima para uma publicação gira em torno de umas 10.000, 20.000 páginas contando artigos, livros, posts em blogs, anotações, código-fonte e muito mais. De fichamento para o meu primeiro livro  tenho algo em torno de umas 1500, 2000 páginas (fichamento). (e sim, há um forte investimento financeiro na obtenção deste material)

O estudo é a parte fácil e enriquecedora da coisa: logo em seguida vêm a escrita. E posso lhes dizer: dói. São noites sem dormir, dias com idéias fixas e insights que soam geniais no primeiro momento para se mostrarem cretinos no dia seguinte. Entram aí terríveis bloqueios, horas  inerte diante de um teclado. É o período no qual dou graças aos céus por ter me casado com alguém que me entende e incentiva, pois não acredito que outra pessoa me suportaria.

Yeap: você passa a pensar duas vezes antes de piratear qualquer coisa, e depois de sentir na pele como eu senti ao ver minha “criança” sendo pirateada no Mercado Livre você está vacinado contra pirataria.

“Justificando” a pirataria

Só há uma justificativa para a pirataria: é fácil e você não pensa no produtor. É simples assim: nós apenas queremos ter acesso á música, livro, jogo, etc da forma mais barata possível. Recentemente em uma discussão vi uma série de argumentos comuns que vale muito à pena destruir aqui.

“Quem nunca pirateou que atire a primeira pedra. Seu hipócrita, você não tem moral alguma pra dizer algo contra o ato de piratear porque também já o fez”

Há tanta coisa errada neste argumento que sou obrigado a me focar em apenas alguns detalhes. O primeiro é o fato deste ser baseado em um mundo estático. Se cometi um crime no passado e depois percebi que estava errado (e de preferência paguei pelo prejuízo causado) sim, eu posso recriminar a prática o tanto que eu quiser. Uma vez errado não implica em sempre errado. É como impedir um viciado de falar sobre os males que o vício causa.

E outra: na minha opinião justamente quem pirateia é que deve discutir o assunto para que, no diálogo com o mercado, este possa pensar em alternativas para minimizar o problema sem ferir o consumidor.

“Não vale o preço cobrado.”

O que acho mais interessante neste argumento é que raríssimas vezes o vejo acompanhado de uma justificativa que comprove o elevado preço do objeto. Interessante que, mesmo se viesse, ainda não justificaria o roubo e, se o justificasse, tornaria o furto quando executado pelos menos favorecidos um ato heróico.

Se realmente for muito caro você não precisa roubar a coisa: apenas espere para que o próprio mercado obrigue o fornecedor a baixar o valor não pagando por esta. Há ainda os que acreditam que toda produção cultural deva ser distribuida gratuitamente, como se escrever um livro, compor uma música ou pintar um quadro não fosse trabalho digno de remuneração.

“Em um país como o Brasil criticar a pirataria não faz sentido.”

Interessante: então quer dizer que existem países nos quais a pirataria deve ser a norma? Discordo: justamente por estarmos no Brasil aonde a pirataria impera é que devemos criticar e discutir ao máximo possível a prática.

Há um aspecto filosófico muito interessante neste argumento: implícitamente ele diz que o “bom” é aquilo feito pela maior parte das pessoas, tipo um “maria vai com as outras moral”. A liderança assim como as revoluções positivas normalmente surgem quando alguém se opõe a um movimento que claramente só trás danos.

Por que pagar se posso ter de graça?

Este é o argumento mais difícil de bater. O máximo que posso fazer é expor a razão pela qual vale à pena pagar. Pagando você incentiva a produção: com mais gente comprando você pode baixar o preço. Muitos vão dizer que não é sempre o caso (vide Apple), mas quando falamos de produção literária, sim, é o caso.

Eu por exemplo penso sériamente em viver da escrita, não o faço (ainda) em grande parte devido à pirataria que inviabiliza muita coisa. Fico pensando na maravilha que seria uma O’Reilly investindo no mercado nacional. Agora: como justificar para um estrangeiro o risco de apostar em um país em que as pessoas acham natural compartilhar em redes sociais e-books?

E posso dizer isto por já ter sentido na pele como fornecedor também. Meus últimos clientes no mercado livreiro de distribuição fecharam por não conseguirem competir com a pirataria digital (tablets). Então sim: a pirataria está trazendo problemas reais.

Você paga pelo que poderia obter de graça por que quer viver em um país melhor e mais culto. Por que gostou do que o “otário” produziu e quer ver qual será sua próxima novidade, por que você quer se encontrar com ele e não sentir lá no fundo vergonha por ter lhe passado a perna.

#pronto_falei

Update 20/7/2014

Novamente passei por uma situação desagradável envolvendo pirataria do meu trabalho. Me foram expostos uma série de argumentos a favor da pirataria inclusive. Argumentos estes que não se sustentam, o que me fez escrever um novo post sobre o assunto que pode ser acessado neste link.

Pequeno adendo: 13/7/2013: 8:30

Quando as pessoas dizem que pirataria tira empregos normalmente parece que é algo longe de nós, mas no meu caso é bem próximo. Uma das razões pelas quais a plataforma Livreiro que desenvolvi no início da minha carreira simplesmente acabou foi por causa da pirataria que os tablets propiciaram aqui no Brasil. Então, sim: tá aí um exemplo real da consequência.

 

77 thoughts on “Pirateando livros e ferrando o Brasil

  1. Chamar o “pirateado” de livros como “roubo” é per se, uma falacia. Se vc. não quer ser pirateado não publique e ponto final.
    Que ganhar dinheirinho vendendo as suas ideias e/ou o produto de a sua febril imaginação?, … de esse produto inmaterial tão útil ao ser humano como um brinco de ouro em orelha de porco?… então vai trabalhar en outra coisa meu caro amigo.
    Vai trabalhar na rosa, ahi nenguem vai piratear a sua força de trabalho.

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    Duas perguntas: por que é uma falacia? Desde quando pegar o que é pago sem pagar e sem a autorização do autor não é roubo?

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    Do contra Reply:

    Alberto, és um grandissíssimo imbecil. Além de grande analfabeto.

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  2. bom é triste para o autor, mas acho que ele esta pegando pesado
    é um falso moralismo tremendo, usa windows pirata, office pirata, antivirus, photoshop, sql server, auto cad, tudo pirata, dai o livro é colocado para download o cara acha ruim

    sera que o autor nunca baixou nada pirata?, aquele filme ou seriado que voce baixou, porque nao espera e compra o bluray original entao?

    aquela musica em mp3 que voce baixou, porque nao compra o cd original?

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    Leu meu texto João Pedro?

    O seu argumento é inválido. Se eu cometi um erro no passado, nada me impede de no futuro dizer que aquilo foi um erro e dizer públicamente que é errado.

    Um erro do passado não anula os meus futuros e muito menos o erro cometido por outros.
    Se os outros quebram a lei e saem bem com isto, quer dizer que eu também deva fazer o mesmo?

    E com relação a falso moralismo. A palavra aí não é nem falso nem moralismo. Moralismo envolve dogma, ou seja, é desta maneira e pronto. Ética envolve lógica, uma justificação. Repara que tudo o que foi dito aí tem uma razão por trás.

    Por que será que dizem que eu pego pesado? Há uma lei que diz ser pirataria crime? Há. Você comete pirataria? Se sim, tá cometendo crime. Mais simples que isto, impossível.

    Ah, livro digital é diferente? Não, não é. A lei se aplica igualmente.

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    Marcus Reply:

    Não vou entrar no mérito da pirataria é ou não crime. Sabemos que não é certo e pronto. Agora hipocrisia deveria ser crime. Pq nego é hipócrita pra kct. Concordo com o João Pedro. Duvido que o office seja original. Duvido que tenha programado em um SQL Server original em casa! Hj justo pq as pessoas não dependem mais disso, querem voltar a ser monges! Hoje a “maioria” tem windows original pq comprou notebook que já vem. Office se tem original pegou estudantil ou 365 rachando com mais pessoas. Agora, dot.Net vc pagou pelo Visual? Não usa?! e se usasse?! Outra coisa, escrever artigos citando autores e livros é legal? Já pensou que o autor não quer que suas palavras sejam citadas em outros livros/artigos etc.?
    Só não gosto de hipocrisia!

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    O argumento da hipocrisia eu refuto neste post: http://www.itexto.net/devkico/?p=1899

    O argumento da citação de outros autores como pirataria demonstra sua completa ignorância a respeito do modo como é processada informação acadêmica.

    Citação expondo as fontes não tem nada de ilegal ou similaridade com pirataria, sem referência é plágio.

    Sugiro que você estude um pouco a respeito antes de ficar falando estas bobagens por aí, ok?

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  3. Pura verdade.

    Acho interessante que na maioria das vezes as pessoas que mais reclaram de um governo corrupto são as que mais querem levar vantagem em cima dos outros!

    Eu, como qualquer outra pessoa, possívelmente, já pirateei livros, músicas, livros, entre outros. Mas hoje não é mais assim. Me desfiz de tudo que não havia adquirido de forma honesta. Tudo. Músicas, livros, filmes, softwares, e por aí vai.

    Concordo quando o Kiko fala que pelo fato de ser ter feito algo errado no passado, isso me tira o direito de fazer o correto e dizer sim que é errado!

    Errado? No meu ponto de vista sim. Podem não haver leis pra isso ou àquilo e blá blá blá, mas o fato é que o indivíduo se apropria de bem alheio sem a devida permissão do proprietário.

    Acho interessante, alguns colegas que tenho queriam aprender mais sobre REST, Java, entre outros e sabiam que eu tinha os livros da casa do codigo. Logo me pediram o PDF e bem firme lhes não! Ainda resaltei que não faço isso pq fere o trabalho do autor. Cerca de 10 minutos depois eles tinham todos os livros da casa do codigo.

    O que me deixa mais triste é que o brasileiro que tanto diz querer um país melhor, nega isso em suas atitudes diárias. As pessoas não percebem que a mudança começa por elas. Infelizmente vivo em um país em que ser honesto é sinônimo de ser otário.

    Prefiro morrer como otário a ser só mais um num país de imbecis, com suas exceções, claro.

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  4. Eu não li todos os comentários mas acredito que o termo empréstimo faça sentido apenas para o contexto de livro físico, não para e-books.
    A tecnologia muda e os conceitos mudam junto.

    Para manter uma correlação entre o empréstimo de livros com o empréstimo de e-books, o “correto” seria emprestar o tablet todo (mas aí complica né?).

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  5. Esse argumento “Por que pagar se posso ter de graça?”, sem dúvida é o mais difícil de debater, não que eu seja a favor da pirataria, sou programador e não fico nem um pouco satisfeito com o fato de não poder patentear um código no Brasil, mas se possível pantear em outros países, ainda fugindo um pouco do foco diga se de passagem que no Brasil patentear qualquer coisa demanda um tempo exorbitante que muita vezes faz questionar se tal ato será viável, mas voltando a questão da pirataria, se caso não for possível combate-la, hoje acho que será praticamente impossível, lembre-se que há como tirar vantagens disso, pois ela vai servir para divulgar sua obra, contar no seu currículo, reafirmar sua capacidade e você pode ganhar indiretamente com a valorização da sua mão de obra, seus honorários por consultoria e uma outra infinidades de oportunidades que podem ser exploradas a partir da divulgação de sua obra e por consequência do conhecimento da clareza de suas ideias, da veracidade das suas informações, do poder de seus argumentos e da sua capacidade de fazer uma síntese . Eu tenho um mini acervo em casa, em geral eu busco na internet pelas obras para conhecer seu conteúdo em sites de resenha, se não encontrar busco em sites de pirataria. Leio alguns trechos e se for o que eu procuro ou mesmo se tiver bom conteúdo eu adquiro o impresso. Todos os meus livros (que não são poucos) eu adquiri dessa forma, eu vejo isso como um trial, se eu gostar eu compro, se não gostar testo outro até achar o que eu realmente quero. Não deixe que a pirataria de desanime, não pense nela como um bicho papão, pois do contrário ela vai sempre te assombrar. Pense como uma porcentagem de perda, ou uma porcentagem de investimento em marketing e etc… que pode ou não vir a ser recuperado. Não adianta eu reclamar da pirataria, pois é fato ela não vai acabar, ao invés de reclamar do vento, ou esperar ele mudar é melhor ajustar as velas.

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    Oi Sileno,

    sem dúvidas. Agora, o interessante é o seguinte: normlamente a editora disponibiliza um capítulo de graça ou alguns trechos do livro justamente para que o leitor faça isto. Assim como nas livrarias em que vocẽ pega o livro e folheia.

    Então é uma questão mais cultural: o pessoal pensa em primeiro piratear já achando que não há algo assim e só depois pensa no modo correto?

    E algo que sou doido pra ver: todo mundo diz que compra o livro depois de baixar na Internet, mas cadê a estatística provando que isto realmente ocorre? Nunca a vi. Gostaria de ver algo relacionado a Brasil, não Suiça.

    O que não dá pra negar é que sim, é crime. Tá na lei: há regras claras que definem isto. Há um modo legal de obter aquele conteúdo que é comprando diretamente na livraria ou editora. Então se vai por outros meios, é ilegal. Se é ilegal, é errado. Acho incrível a dificuldade das pessoas em entender isto.

    Mas este é o comportamento com relação à lei né? É ótima quando me favorece, ruim quando quero quebrá-la.

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    Sileno de Oliveira Brito Reply:

    Acho que é extremamente cansativo ler conteúdo digital, pelo menos dos livros que estou habituado a comprar para mim é horrível , assim com ter um monte de páginas soltas que seria o fruto de imprimir a versão digital. Acredito que a questão gera tanta polemica, não por questão de entender o seu ponto de vista, mas de concordar (tanto com a legislação vigente, quanto com a questão que a pirataria ferra o brasil e ainda é agravada pela cultura brasileira de acreditar na idoneidade do autor quanto questiona a pirataria, pois há um pré-conceito de que todos já teriam cometido inclusive o autor, tornando assim indigno de fazer tal questionamento e a critica acaba sendo vista como hipócrita por muitos leitores e por esse motivo é tão calorosamente debatida), digo ainda que acredito que a esmagadora maioria que vai concordar com seu argumento é quem já foi prejudicado diretamente pela pirataria e não conseguiu um meio alternativo de se beneficiar direta ou indiretamente com ela, e em alguns casos quem não teve o sucesso esperado na venda de suas obras.

    Sobre os capítulos disponibilizados pela editora (não panfletos ou resenhas), volto a dizer que quando existem, são uma boa forma de avaliar o conteúdo da obra, permitindo ao consumidor decidir adquirir ou não, não sendo necessário buscar fontes alternativas para conhecer o conteúdo. Até mesmo a questão da legislação é muito subjetiva:

    A partir da Lei 9.610, em vigor desde junho de 1998, a cópia integral de qualquer obra considerada protegida tornou-se proibida. Admite o legislador civil “a reprodução de pequenos trechos para uso pessoal do copista”, abortado o fim lucrativo. Já o Código Penal, com a modificação trazida pela recente Lei 10.695/2003, não tipifica como crime nem a cópia integral, nem a cópia de pequenos trechos para uso privado.

    O uso livre de pequenos trechos de obras para uso pessoal do copista (leia-se: aquele que faz uso da cópia para fins intelectuais) explica-se em função do acesso a que todos os cidadãos do mundo, apoiados na cartilha dos direitos fundamentais da ONU, e a que todos os cidadãos do Brasil, apoiados por cláusulas pétreas constitucionais, têm à produção literária, artística cultural e científica mundiais, independentemente de consulta prévia a autores e titulares de direitos (leia-se editores de livros). Esse direito se exerce na busca de fontes alternativas e variadas do conhecimento para a formação do cidadão, e para o aguçamento do espírito crítico. Por isso não se trata de exceção, mas de regra igualmente protetora, dirigida a uma classe indistinta de pessoas, a toda a sociedade.

    A confecção de cópia integral de obra protegida no Brasil, portanto, é ilícito civil. Mas não constitui crime. A cópia privada traz prejuízos ao bolso do autor e ao do editor, ensejando-lhes indenização, se comprovada a comercialização de pequenos trechos em virtude, sobretudo, da concorrência desleal provocada por esse comércio paralelo. Afora isso, não há ilícito algum praticado por qualquer estudante, ou estudioso, que entregue ao xeroqueiro livro pertencente ao acervo da biblioteca da faculdade, ou, a algum amigo, para a extração de cópias de pequenos trechos.

    Então, mais uma vez eu reforço que a questão não é entender, é apenas de concordar. Eu não concordo que a pirataria de livros é o que ferra o Brasil, diria até o contrário, pois mais cruel que soe aos autores, a pirataria de livros é o que permite o brasil a tentar avançar, mas prejudica os autores, até por que a grande maioria nem tem habito de leitura.

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    Sileno, vou ser sucinto.
    Pirataria de conteúdo digital estimula a criação de novas editoras ou manutenção das existentes? Não.
    Se elas são desestimuladas, mais conteúdo é gerado? Não.
    Logo, se menos conteúdo é gerado (e o custo normalmente é menor), estou prejudicando o país? Sim.

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  6. Cara que tipo de amigo é você que se nega a compartilhar um mero arquivo pdf?
    Você deve ser daquele tipo que se nega a passar cola, e se nega a compartilhar o trabalho com os amigos, CUZÃO DO CARALHO! O CONHECIMENTO DEVE SER LIVRE!

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    Yeap: sou deste tipo de gente. :)

    Sobre o conhecimento, ele é livre. Meu trabalho e esforço é que não é gratuito. Passar bem!

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    Gustavo Reply:

    Mishell, que tipo de pessoa é você que acha que o esforço de uma pessoa pra escrever um livro deve ser totalmente desconsiderado. Você acha que uma pessoa pra escrever um livro simplesmente senta em frete ao computador às 08:00 da manhã e ao meio dia está pronto? Cara, não vou nem comentar o que você disse sobre passar cola. Conhecimento deve ser livre? Sim. Você está livre pra conhecer o que quiser. Produção de conhecimento deve ser grátis? Não. Nunca. Deve custar caro, pra premiar quem o produz. E vou deixar de ser educado. Vai ser foder seu fracassado de merda.

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  7. Prezado,

    Concordo com seu argumento. Contudo, acredito que de uma forma ou de outra, ainda sejamos todos tortos independente do que façamos.

    Não é muito difícil e nem trabalhoso chegar a conclusão de que nascemos tortos e morreremos da mesma forma. Acredito que um dos objetivos da vida é tentar ser menos torto possível (se é que me entende) kkk.

    Bem, agora vou rebater um pouco o que você citou nessa postagem, com alguns outros casos do mundo real, ok?

    1. Você acessa o YouTube? Se sim, você ouve músicas neste site, ou você assiste a canais que citam algum conteúdo de terceiro sem autorização?
    2. Se você tem que arrumar uma festa para seu filho, e ele é fã do Ben 10. Você paga pelos direitos das músicas que irão tocar na festa, ou pela imagem do Ben 10 na mesma?
    3. Você tem algum canal por assinatura? Quem garante que todo o conteúdo fornecido para ti, não inflige nenhuma lei?
    4. Você paga luz, telefone, água e etc? Aonde vai esse dinheiro que você paga as contas? Será que o mesmo não financia facções, grupos organizados ou algo do tipo?

    Apesar de algumas coisas citadas acima serem algumas suposições ou até mesmo balela, quem garante que fazemos grande parte das coisas de forma correta?

    A gente acredita que faz o certo, por que a gente ‘quer’ acreditar que isso é o certo.

    Então, siga em frente. Coisas ruins acontece com todo mundo.

    Lembre-se da lei do karma: tudo o que vai volta. E às vezes quando volta, é complicado.

    Abraços. ;)

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    Sério que você acredita que este argumento é válido?

    Por que segundo ele, tudo é válido. Se alguém já falhou alguma vez pode falhar sempre pro que já falhou antes?

    Você pode falhar por que outra pessoa errou e isto torna sua atitude válida?

    É um argumento bem furado pra dizer o mínimo.

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    Pirataria Reply:

    Tive que ler várias vezes para entender o que disse. Mas acho que entendi (eu acho). :D

    Você não vai assimilar facilmente o que eu disse. Dê tempo ao tempo e uma hora você vai entender o ‘verdadeiro’ significado do meu comentário.

    Apenas lembre-se: somos todos tortos desde o ‘início’. Nosso objetivo é ser menos torto. Na verdade, nosso objetivo é ‘deixar de ser torto’.

    Me chame de maluco, sem noção, ou o que for. Mas saber que você o leu (comentário), e até mesmo se deu ao luxo de responder, para mim, por hora, já basta.

    Abraços. :)

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    Bom “Pirataria”, o que posso falar a seu respeito é que seu comentário é no mínimo arrogante.

    Se não entendi o que você disse, o problema está mais no locutor, que não consegue transmitir a mensagem que o receptor, que deveria receber uma mensagem minimamente inteligível.

    Desculpe mas não vou perder tempo com filosofia de boteco barata, mas o argumento do “você com o tempo entenderá minha sabedoria” me dá muita, muita, muita preguiça.

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    ecio Reply:

    palmas palmas palmas! Como foi dito, tudo que vai volta… boa

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  8. Na minha humilde opinião, acredito que tudo é uma questão de ponto de vista.

    Veja, eu baixei vários livros da casa do código e os que realmente se tornaram úteis na minha caminhada em desenvolvimento eu acabei comprando por total reconhecimento aos autores. Um dos livros que eu comprei foi exatamente o seu, vire o jogo com spring framework e o outro foi o de JSF e JPA eficaz .

    Não concordo muito quando vocês justificam o problema dizendo que é uma cultura do brasileiro fazer pirataria.

    Veja essa análise:
    algumas escolas de programação cobram valores exorbitantes por alguns cursos ou treinamentos, porém existem vídeos aulas gratuitas na internet que são excepcionais.
    Veja os cursos da microsoft Academy, veja as aulas do canal I’m a Developer que ensinam mongoDB, angularJS, Bootstrap e outros, também tem os cursos de maven, github, e restful dos canais 308tube e javaBrains, e o que vcs podem me dizer do curso gratuito em português de java, javascript, JQuery, HTML e CSS da universidade XTI, tem também os cursos de JPA, JSF, Hibernate, primeFaces realizados pelo Sergio Delfino que é muito mais rico em detalhes no jargão hand’s on do que o livro que acabei comprando ?

    E vcs sabem que existem uma porrada de aulas gratuitas de spring framework na internet, acredito que seria muito mais frustante tentar vendar um livro na qual existem vários vídeos que ensinam também.

    Acho o seu livro a melhor deferência de spring framework que existe em português, acredito que seja pré-requisito para um desenvolvedor que trabalha com spring.
    Obs: acabei de comprar o livro Spring MVC do Alberto Souza.

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  9. Verdade, tenho que estudar . E não vai ser aqui que vou aprender . Muito menos com vc.
    Só pra não deixar mal entendido , não disse que citar era crime larga de ser idiota culto, e atropelar as coisas quando vc pega um ponto. Seja mais amplo não se esconda atrás de um argumento . Disse que algumas pessoas talvez não gostariam de terem seus textos citados.
    Abraço . O próximo não vou me dar ao trabalho de responder. Você sofreu com isso , está magoado e assim fica difícil .

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  10. Já baixei e baixo muitos livros pirateados e tenho muitos desses livros também físicos, harry potter, game of throne, o guia do mochileiro e muitas outras coleções que gostei e quis ter em minha coleção por serem bons, li harry acreditos que mais de cinco vezes cada antes de comprar os livros e nunca li em papel estão lacrados, mas eu comprei então indo logo ao ponto não acho justo pagar seja lá quanto for por um livro que depois de ler vejo que é uma bosta e pode apostar que tem muita gente por ai escrevendo baboseiras e pondo títulos ou resumos incríveis que se provam errados após a leitura, na ultima vez que atirei no escuro gastei 40$ num livro que supostamente ensinaria a programar para mobile e no fim mais me pareceu um artigo cientifico sobre o assunto e nada pratico ou seja mentiu, continuarei a baixar piratas e os bons serão pagos talvez assim nego que não tem capacidade não venha enganar com títulos chamativos.

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    Kico (Henrique Lobo Weissmann) Reply:

    Entendo:

    então quando você vai comer algo que desconhece, primeiro rouba e só paga se gostou?

    Há uma solução mais inteligente para isto: consiste em dar uma lida nos capítulos que disponibilizam para avaliação ou mesmo consultar outras pessoas que talvez tenham lido o material.

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  11. O problema do Brasil são os brasileiros… O cara acha caro pagar R$29,90 por um livro !!?? Infelizmente, se não tem dinheiro, procure as alternativas gratuitas na internet como vídeos do Youtube, site com tutoriais, Khan Academy, entre outras… tem muito conteúdo sendo disponibilizado de forma gratuita.
    O problema é que é um bando de brasileiro preguiçoso que só quer se dar bem, seguem exatamente a Lei de Gerson , e no final só reclamam que o país não tem oportunidade e todo mundo rouba.
    Se não tem dinheiro pra comprar comida então “bora” roubar! fazer um bico pra arranjar esse dinheiro, nem pensar né!?

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  12. No Brasil nada digital dá certo, há um conjunto de fatores que fazem com que a maioria das pessoas pirateiem tudo o que conseguirem, vai desde a facilidade, a impunidade, as dificuldades de se pagar por aquilo (não estou falando do livro de 30 reais,mas softwares que custam 4 dígitos para cima)… enfim, nosso país é isso, infelizmente, e esse perfil se reflete em tudo, na questão do respeito, até no ‘jogar lixo na rua’, ‘furar fila’.. nosso país é uma bosta mesmo, olha o lava jato, todo nosso governo, todo é corrupto e ladrão, o povo paga impostos e não tem absolutamente nada de volta, veja os policiais, são seguranças dos traficantes, policias que ficam sem emprego criam milícias para dominar regiões.. as empresas não respeitam o cliente, vendem lixo a preço de ouro, exploram ao máximo o brasileiro, nosso país é como uma bola de imoralidades e erros, que vão desde as esferas mais baixas até as mais altas, há uma parcela muito pequena de pessoas aqui, que tem consciência e age com base nessa consciência.. infelizmente essa parcela é tão pequena que não muda em nada a situação geral de nosso país.

    Eu escreveria um livro que fosse vendido também em formato digital, apenas como forma de ganho indireto, me expondo, me tornando uma referência em algum assunto e tal… pq se o kra pensar em escrever e ganhar algo com isso, só vai gerar frustração.

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